Os templÁrios
1118 - Surge a Ordem do Templo
O
Conde de Champagne fez algumas pesquisas na Palestina por quatro anos,
antes de retornar à França com alguns manuscritos em árabe e outros
em hebraico. Confiou-os ao seu amigo Pierre de Cluny e superior dos
monges "Cistercienses" que o estudou minuciosamente após
decifrá-los. Após seis anos de pesquisas o Conde Hughes de Champagne
retornou à Palestina para confirmar as informações contidas nos
manuscritos.
Quando
as notícias de sucesso por parte dos cruzados chegaram à Europa havia
uma grande exaltação. Dos locais mais remotos do continente,
peregrinos punham-se em marcha rumo à Terra Santa esperando ver a
cidade onde tantos episódios da vida de Jesus Cristo haviam se
desenrolado. Mas, estas peregrinações começavam a criar consideráveis
problemas para os governadores de Outremer (o nome francês para
'terras do ultramar ou além-mar'): um reino cristão tinha rapidamente
estabelecido para delinear os territórios conquistados durante a
primeira Cruzada, mas não trouxe a paz para a região. Os Cristãos
continuavam cercados por estados Islâmicos hostis. Os Turcos e os Muçulmanos
que perderam muitas das suas terras para os Cristãos, não estavam
dispostos a simplesmente desistir.
Em
50 anos os Turcos Sarracenos fizeram severas investidas no Novo Reino.
Havia ataques contínuos e assaltos às habitações Cristãs. Os
descontraídos Peregrinos, por terra, desde a costa até Jerusalém,
eram particularmente alvos fáceis. Em um único incidente em 1119, por
exemplo, um grupo fora cercado por bandidos Sarracenos e foram mortos
cerca de 300 homens. Em 1120, guerras entre Sarracenos podiam ser
observadas na parte exterior das muralhas de Jerusalém.
Mas
nesse tempo, muitos dos cruzados originais tinham regressado com suas
riquezas saqueadas para a Europa. Agora que a missão do Papa para
recapturar a Cidade Santa estava completada, o seu trabalho estava
feito. Na Europa, suas famílias esperavam-nos para os receber como heróis
conquistadores. Isto fez com que muito poucos soldados hábeis ficassem
para defender os novos residentes e seus visitantes peregrinos.
E
com o advento do Cristianismo no início de nossa era e a igreja católica
no primeiro século, sua expansão pelo Império Romano foi rápida,
tornando o catolicismo a Religião do Estado, surgindo, então, os
pregadores, apóstolos, convertendo gentios à nova mensagem Cristã.
Com essa expansão e força dos conhecimentos Cristãos, despertou os
interesses pelos lugares Santos, tais como Jerusalém, Nazaré, Calvário,
Sinagoga, Templo de Salomão e Belém, com o nome de Terra Santa.
Dessa forma surgiram algumas Ordens por decreto papal com fins específicos, para conquista ou para a segurança dos lugares Santos, onde peregrinos eram, constantemente atacados por saqueadores, e não tinham como se defender. Uma dessas ordens foi a Ordem dos Templários, criada sob a égide papal, com a finalidade de defender as causas justas, a Fé, a Igreja, os fracos e oprimidos.
Duas
novas Ordens Militares tinham aparecido com a Igreja, centradas em
Jerusalém. Uma das quais os Hospitalários - Cavaleiros de São João -
cujo objetivo pacífico original se inclinou para os doentes e feridos
em Outremer.
As ambulâncias atuais de São João descendem
diretamente da Ordem dos Cavaleiros Hospitalários.
objetivo mais
perigoso de proteger os peregrinos dos ataques Sarraceno era levado a
cabo por Sir Hughes de Payens (Payns ou de Pains – Castelo de
Pains, próximo a Troyes, c. 1070 – Palestina 1136) um nobre francês
que chegou da primeira cruzada. Em 1119, de Payens oferecia os seus
humildes serviços ao primeiro rei de Jerusalém, Baldwin II (Balduíno
II). Ele, juntamente com mais oito colegas cavaleiros: Godefroid de
Saint Omer, André de Montbard, Gondemaire, Godefroid, Rolland, Geoffray
Risol (Bisol), Novard de Montdesir e Archambaud de Saint-Aignam devotaram-se a
policiar as rotas usadas pelos peregrinos.
Em
face disto, o cenário tornava-se absurdo. Que chances teriam nove
homens contra um ataque Sarraceno?
Mas, eventualmente, os nove realizaram um trabalho extraordinário. De fato, Baldwin estava tão impressionado com seus esforços que lhes ofereceu a mesquita de Al-Aqsa, nas proximidades do planalto do Monte Moriah. Esta mesquita tinha sido construída num sítio que antes fora ocupado pelo próprio Templo Sagrado de Salomão (parte meridional) que Hiram Abif, Mestre da Corte do rei de Tiro, levantara mil e dez anos antes de Cristo (por volta de 986 a.C.) as colunas do famoso Templo que os babilônios de Nabucodonosor II destruíram em 586 a.C. (ou 3.714 do calendário hebráico), quando Jerusalém foi conquistada. Zorobabel começou a reconstrução do segundo templo quando os hebreus retornaram desse exílio, em 538 a.C (ou 3.222 do calendário hebráico) ficando pronto em 516 aC, ampliado por Herodes Magno, preposto de Roma, que reinou sobre Jerusalém de 37 a 4 a.C. e que fez demolir o templo de Zorobabel, para começar a edificar um novo em 19 a.C. para ser arrasado no ano de 70 da era atual (ou 3.830 do calendário hebráico) pelas legiões aguerridas do imperador Tito na tomada de Jerusalém. Hoje, dele restando, apenas um paredão que seria o muro ocidental, conhecido como "muro das lamentações". Conseqüentemente, foi esse o nome que Hughes de Payens deu à nova Ordem.
Na sua primeira formação, os Cavaleiros Templários não criaram grande excitação. Havia a tendência nesse tempo para novas ordens aparecerem e desaparecerem, de acordo, recebiam o apoio do mais poderoso professor moral da Europa desse tempo. Esse homem era Bernard de Clairvaux (São Bernardo) - Abade do monastério cistercience de Clairvaux . Responsável por redigir as Santas Regras dos Cavaleiros da Ordem dos Templários em 1128. Era considerado um dos homens mais poderosos da igreja em sua época. Foi o primeiro patrocinador dos Templários. Assim como, suas idéias e discursos inspiraram o movimento da arquitetura gótica. - Com o apoio e a evangelização de Bernard, levou a que se constituísse uma ordem com benção do Papa, em 1129. Começando, então a serem vistos na Europa como novos heróis em conseqüência dessa medida.
Eram “pobres” cavaleiros porque eles eram também monges. Sob a proteção religiosa de São Bernardo, os templários proferiam votos usuais de pobreza, castidade e obediência aos princípios cristãos e declaravam a sua intenção de proteger as rotas até a Terra Santa para os peregrinos. Eles se dedicavam à Mère de Dieu, ou Mãe de Deus (Virgem Maria), jurando "consagrarem as suas espadas e as suas vidas à defesa dos mistérios da fé cristã" . Eram freqüentemente ilustrados em pares cavalgando um único cavalo. Ou eram realmente pobres, ou simplesmente, representavam a sua nobre pobreza, o desconhecimento do significado é total (N.R. Ou teria algum significado secreto?). A noção heróica de nove destemidos monges guerreiros, valentemente defendendo os peregrinos contra as investidas Muçulmanas, não deixou de mexer com a imaginação das pessoas naquele tempo. Hoje, o conceito de homem de Deus manejando espadas sangrentas no campo de batalha é inconcebível, mas naquela época, uma selvagem campanha dos cruzados para capturar a Terra Santa era perfeitamente aceitável.
A terrível carnificina infringida aos muçulmanos, nas grandes batalhas travadas na Terra Santa e até mesmo na Espanha, durante a própria cruzada, tinha, ela própria, sido abençoada pelo Papa em nome de Deus. Alguns começaram a imaginar os Templários com uma reverência romântica e ofereciam-se como novos recrutas que eram treinados como guerreiros, e tornaram-se grandes cavaleiros de guerra. A Ordem cresceu, lentamente no início, depois mais célere. As suas atividades também variavam, do papel principal de proteger os peregrinos, gradualmente se tornaram bispos como defensores militares da Terra Santa.
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