Os templÁrios

 

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O fundador da Ordem e seu primeiro  Grão-Mestre Sir Hughes de Payens, era evidentemente um homem de habilidade impressionante. Desde o seu humilde início, os Cavaleiros Templários sobre a sua orientação, tornaram-se uma organização disciplinada de profissionais de elevada destreza, com uma eficiente estrutura de comando. Enquanto a Ordem era pequena, todos os cavaleiros obedeciam a um único mestre.  Posteriormente, outros passos foram dados na criação de uma hierarquia, com funções mais específicas.

 

O Grão Mestre era responsável por toda Ordem. Além deste, diversos Mestres eram eleitos para cada uma das províncias, onde os Templários permaneciam. Para cada cavaleiro no terreno havia ao lado deste dois ou três "sargentos". Estes, eram homens que ainda não tinham um compromisso definitivamente firmado com os Templários. Poderiam ser guerreiros - “sargentos-de-armas” - ou poderiam servir de uma maneira mais pacífica em certas Casas ou Conventos dos Templários.

Mantendo o compromisso de pobreza, os cavaleiros usavam roupas simples, que contrastavam com o armamento. Usavam uma cobertura lisa de cor branca, posteriormente adornada com a famosa cruz vermelha, que significava sua pureza e dedicação. Em campanha, os Templários nos seus cavalos de guerra usavam cotas de malha metálica.

 

O objetivo da Ordem era defender as causas justas e os lugares Santos contratados contra o ataque dos gentios. Para a Ordem, pertencer a escolha de cavaleiros da melhor estirpe e os mais valentes, sendo solteiros e com voto de obediência e castidade, estando totalmente dedicados à causa da Igreja de Roma; além do compromisso conventual, o maior compromisso era não fugir aos combates e nem render-se, isto é, em sua luta ou saia vitorioso ou morria em sua causa santa, fazendo dos Templários os mais destemidos e temidos soldados.

 

A determinação, a dedicação e a coragem fez da Ordem a mais respeitada das organizações fora dos domínios de Roma, dando tranqüilidade aos peregrinos que se dirigiam aos lugares santos.

 

A expansão da Ordem se deu de tal forma que no primeiro século tinha domínio por todo continente europeu, onde os nobres queriam ver seus filhos como cavaleiros Templários, tornando a Ordem a maior potência que os feudos, condados e até reinados, dado as doações que recebiam, como também os bens que conquistavam.

 

A partir de 1128 a Ordem do Templo adquiriu uma possante estrutura e força armada e seus corpos serviram de Templo a uma "Alma Templária", fortíssima acima de tudo.

 

A estrutura da Ordem dos Templários estava centrada nos poderes do Grão-Mestre, onde Hughes de Payens foi o primeiro e Jacques DeMolay o último (23º). O Grão-Mestre tinha poder absoluto sobre seus comandos, dado à obediência a que cada um se submetia por juramento, embora prestado livremente, tornava-se princípio de vida ou de morte. Para um Templário a personalidade, a segurança, a coragem e a honra eram seus principais legados, fazendo deles homens viris e de qualidades incomparáveis, podendo tê-los como guardiões da perseverança, pois, o ideal a que se propunha estava acima de sua própria vida, propugnando a própria imagem da determinação, que a tudo enfrentava com coragem, mantendo-se íntegro à sua ação, embora, mantendo perfeita obediência ao Papa . Por tudo isso, seus adeptos estavam seguros em seus castelos e conventos, obedecendo a hierarquia da Ordem, onde os segredos eram revelados apenas à seus iniciados.

Em 1307 a Ordem do Templo possuía o exército mais importante da Europa, o mais disciplinado, o melhor armado e o melhor treinado para combates ininterruptos na Palestina e na Espanha. É curioso que este exército não reagiu ao ataque do rei da França, Felipe, o Belo. Este é o maior mistério para os historiadores e hoje uma grande maioria de historiadores e JOVENS DE TODO O MUNDO rendem justiça aos Templários.

 

O poderio que possuíam tornou-se uma ameaça, não intencional, aos reis e a Igreja, porque a obediência aos poderes constituídos era um de seus preceitos, havendo então, a união de Reis e Papas para acabarem com a Ordem. A obediência cega ao poder do Papa era tão grande que não se rebelaram, aceitando o extermínio, sendo que se fossem rebeldes, tinham poder bélico, econômico e humano para derrubarem os poderosos e assumirem o poder, dando exemplo de honra e fidelidade a seus algozes. Desta forma Jacques DeMolay foi considerado culpado pela Inquisição e morreu na fogueira em dezoito de março de 1314, às margens do Rio Sena, levando consigo os segredos da Ordem e o nome de seus Irmãos, sem citar um nome se quer, cumprindo fielmente o compromisso que fizera quando de seu ingresso na Ordem, deixando o legado de sua fidelidade, de sua honra e de sua perseverança. Os bens imóveis dos Templários foram doados à Ordem dos Hospitalários.

 

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